Proposta que criminaliza homofobia recebe 100 mil assinaturas de apoio


O projeto de lei que criminaliza a homofobia recebeu nesta terça-feira um abaixo-assinado com 100 mil assinaturas de apoio. A proposta, de relatoria da senadora Marta Suplicy (PT-SP) , prevê punições para quem impedir manifestações de afetividade entre homossexuais em locais públicos, quem recusar ou sobretaxar a compra ou a locação de imóveis em razão de preconceito, ou quem, pelo mesmo motivo, prejudicar recrutamento, promoção profissional ou seleção educacional. Segundo Marta, alas conservadoras do Congresso Nacional dificultam a tramitação desse tipo de projeto.

– O conservadorismo de setores do Congresso representa um grande desafio. Mas o parlamento é a capacidade de dialogar e tentar, senão o projeto ótimo, mas o que possa ser possível – afirmou.

Quem entregou o documento foi o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros, Toni Reis, durante 8º Seminário LGBT , na Câmara dos Deputados. O ponto principal do evento foi debater o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. A cantora e atriz Preta Gil compareceu ao seminário e declarou ser bissexual.

A cantora Wanessa Camargo também foi ao evento para apoiar a causa, mas deixou claro que é heterossexual.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), conhecido por combater os direitos dos gays, foi até a porta do evento, mas não entrou. Ele reclamou de não ter sido convidado para dar sua opinião.

– Se me convidarem, eu vou. Mas será que eles têm coragem? Eles não vão me convidar, porque eles têm medo, porque lá dentro não tem homem. Eles são heterofóbicos. Sou completamente discriminado. Quem sabe eu não apresento um projeto aqui para criminalizar a heterofobia? – sugeriu o parlamentar. – Tem que abrir espaço para todo mundo, mandar convite com antecedência. Se eu for convidado irei, não com prazer, mas para mostrar que tem oposição nessa casa, que tem voz contrária às propostas que eles estão levando adiante. Se não dá a entender que todo mundo apóia o que eles estão fazendo e falando.

Bolsonaro aproveitou para criticar a cartilha sobre homossexualidade que o governo do Rio de Janeiro pretende distribuir em escolas do estado.

– Se proteger a família e as crianças é ser homofóbico, eu sou homofóbico! – disse, com um exemplar da cartilha em mãos. – É um caderno, para um menino de seis anos de idade, comprado com dinheiro público, patrocinado pelo governador Sérgio Cabral, para a molecada aprender aqui as coisas erradas. É a tsunami cor de rosa. É uma afronta ao cristianismo, aos bons costumes e à família. Acho que o governador tem que sair do armário.

Sobre STOP HOMOFOBIA

promovendo a LUTA contra homofobia e à favor dos direitos GLBT

Publicado em 17 de maio de 2011, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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