>Homofobia Internalizada – Negação da sua própria orientação sexual


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 A homofobia é um preconceito existente em pessoas contra os homossexuais ou a homossexualidade. A homofobia inclui também o ódio, a aversão, repulsa, nojo, enfim, qualquer sentimento contra a orientação sexual.
Para entender melhor, lembre-se que em grego “homo” significa “igual”, e “fobia” significa “medo”, sendo assim fica mais amplo seu significado. A homofobia é como o racismo, por exemplo. Uma palavra para denominar o que uma pessoa preconceituosa sente.
Para reafirmar sua sexualidade e como um mecanismo instintivo de defesa contra qualquer possibilidade de desenvolver um sentimento diferente por pessoas do mesmo sexo, os sujeitos tornam-se agressivos e podem até mesmo cometer assassinatos para se preservarem de qualquer risco. Muitas vezes, porém, a homofobia parte do próprio homossexual, como um processo de negação de sua sexualidade, às vezes apenas nos primeiros momentos, outras de uma forma persistente, quando o indivíduo chega a contrair matrimônio com uma mulher e a formar uma família, sem jamais assumir sua homossexualidade. Quando este mecanismo se torna consciente, pode ser elaborado através de uma terapia, que trabalha os conceitos e valores destes indivíduos com relação à sua orientação sexual.
Quer um exemplo de homofobia internalizada?

-Mês passado( março) a Folha de S. Paulo fez uma reportagem com a atriz Claudia Jimenez , que em determinado momento faz referência ao seu sentimento de rejeição. “Não tinha sensualidade, era muito mais gorda do que sou hoje. Não tinha forma nem vaidade. Achava que não tinha cacife para seduzir um homem. Como tinha de ser amada, me joguei nas mulheres”, disse.

Ops! Terrível e inconveniente a frase da atriz que dá a entender que lésbica é lésbica porque não consegue atrair os homens .Sei que lesbicas, já ouviu inúmeras vezes de alguns machões que “faltou aquela pegada” e outras baboseiras que amparam a tese de que as lesbicas sofreram imprevistos irreversíveis que as impediram de ser “fêmeas de verdade”. Quanta bobagem! Só falta recomendar o estupro corretivo, ocorrido recentemente com uma lésbica sul-africana, que foi espancada e estuprada para “aprender a gostar do sexo oposto”.

dykerama

A homofobia também é responsável pelo preconceito e pela discriminação contra pessoas LGBT, por exemplo no local de trabalho, na escola, na igreja, na rua, no posto de saúde e na falta de políticas públicas afirmativas que contemplem LGBT. A homofobia é típica de pessoas que, consciente ou inconscientemente, ainda têm muitas dúvidas e angústias sobre sua própria identidade sexual. Como mecanismo de defesa de sua insegurança, estas pessoas costumam ridicularizar e agredir os homossexuais. Casos muitos graves de homofobia levam o sujeito a fazer investidas como o assassinato de homossexuais.
Os estudos sobre homofobia revelam que esse pensamento tem os mesmos motivos do racismo, sendo condenado por uma sociedade convencional que não aceita as diferenças.
As causas da homofobia não são recentes, elas ganharam forma ao longo do tempo devido à incapacidade do ser humano em aceitar as diferenças e conviver pacificamente. Insultos, gestos obscenos, agressões e até mesmo assassinatos são algumas das conseqüências da homofobia. No Brasil, as manifestações homofóbicas continuam intensas, definidas como uma epidemia nacional. O nosso país registra o maior índice de agressões de todos os tipos, a vergonha é que o Brasil está conhecido lá fora como um país que mais assassinam homossexuais.
A raiz do comportamento homofóbico está na Idade Média, quando a Igreja Católica passou a dominar o mundo e começou a condenar qualquer tipo de relacionamento homossexual. As pessoas que tinham uma orientação sexual diferente foram perseguidas pela Santa Inquisição. Depois desse período, não houve paz para a vida dos homossexuais, eles continuaram a ser marginalizados por uma sociedade hipócrita que atravessou décadas mantendo essa visão ultrapassada. Durante a segunda Guerra Mundial a homofobia também prevaleceu, tanto que os nazistas capturaravam homossexuais e enviavam para campos de concentrações.
Um desejo considerado proibido

Existem diversos motivos porque uma pessoa que descobre ter atração por pessoas do mesmo sexo tem para se trancar dentro de si e esconder estes desejos dos outros, porém não é o momento oportuno para expandir o assunto, mas por exemplo á sociedade que cobra, a educação que essa pessoa teve lhe ensinou que homem só pode ter sentimentos e relação sexual com mulher, em função disso ela apenas fazem o gosto da sociedade e de seus amigos, familiares etc; No faz de conta essa pessoa mantém sua postura de homem bem sucedido, mas parte-se para uma vida dupla casando-se, tendo filhos, mas continuando saindo com homens, (vida dupla, é ter duas pessoas, neste caso o homem tem sua esposa, mas também mantém um caso com outro homem por fora). Muitos levam sua vida dupla, e declaram serem felizes. Mas como ninguém é igual a ninguém em outras pessoas, tais desejos ficam reprimidos de forma tão agressiva e inconsciente que acaba gerando a própria homofobia explícita (ódio de homossexuais, ou melhor, de seus desejos homossexuais percebidos no outro).

Homofobia internalizada

A homofobia internalizada é a negação da sua própria orientação sexual, os valores homofóbicos presentes em nossa cultura podem resultar em um fenômeno chamado homofobia internalizada, através da qual as próprias pessoas podem não gostar de si pelo fato de serem homossexuais, devido a toda a carga negativa que aprenderam e assimilaram a respeito. Observe que a pessoa apenas escondia esse desejo, mas agora passou a odiá-lo. Um ódio com uma grande força psíquica de destruição, em sua mente quer que o outro seja realmente destruído, pois a ele incomoda. Ou seja, este processo interno, de ódio e repudio aos próprios desejos homossexuais é chamado de homofobia internalizada.
A formação da homofobia internalizada não acontece de um dia para o outro, ela se dá ao longo dos anos e por isso cria raízes bastantes profundas em nosso inconsciente. Difíceis de serem removidas. A situação é tão grave que, mesmo depois de ter saído total ou parcialmente do armário, a homofobia internalizada se apresenta em comportamento sutis contra si ou contra a própria comunidade homossexual.
Além do ódio na homofobia internalizada, também existe uma agregação de conceitos negativos e falsos da homossexualidade na mente dessas pessoas, por exemplo, tudo o que a sociedade diz e que é anormal e estranha fica incorprado no inconsciente. Esse “negativismo homossexual” não os dominam por completo, é apenas uma parte incorporada que pode facilitar em algumas atitudes auto-destrutivas. Isto significa que tudo o que é “errado externamente” e que pode ser agregado ao que é “errado internamente” poderá ser feito, sem grandes complicações. Como fumar, beber, facilidades para entrar em depressão, uso de drogas e qualquer outra integração negativa mais ampla.

Falta informação e convivencia. Por exemplo, poucas pessoas sabem o que é união homoafetiva. De um lado o direito protege a dignidade da pessoa humana, e ampara os direitos das pessoas do mesmo sexo, do outro lado vivenciamos uma sociedade contaminada de preconceitos e demagogia. As autoridades reconhecem que faltam políticas públicas, e mais informação por parte da mídia em relação à união homoafetiva. Falta uma pedagogia legislativa e educacional nas escolas, abordando temas sobre sexualidade, está na hora da sociedade saber e entender que estamos em pleno século XXI, e que seus filhos precisam ser educados com base na realidade, alguns pais têm tabu de falar em sexo na frente dos filhos, pois sabemos que esses pais foram educados com valores dogmáticos religiosos, por exemplo na visão da igreja católica sexo é sinônimo de reprodução, assim, em seus ensinamentos o casamento entre um homem e uma mulher não está inteiramente ligado ao amor, mas sim a reprodução por meio do sexo. Observe que tal preconceito dessas pessoas em relação à união homoafetiva está associado a reprodução humana, mas nem sempre o casamento.

Vejamos que temos um problema mal resolvido: na educação dessa sociedade; na informação correta por parte da mídia; no âmbito do apego em ensinamentos religiosos; na criação de projetos e aprovação de leis, que pune a discriminação seja qual for, pois não basta criar projetos como o PLC 122, que criminaliza a homofobia, mas ainda se encontra parado no Congresso Nacional.
De fato a união homoafetiva, nos dias atuais passa por uma fase de abertura com tendência a aceitação no meio social, e principalmente, regularização constitucional. Hoje a orientação sexual não é mais considerada como uma doença, mas é sim uma realidade que deve ser encarada sem preconceito e com maturidade pela sociedade, que insiste na rejeição, utilizando como argumento a conservação dos valores de família, cultuados pela igreja.

Sobre STOP HOMOFOBIA

promovendo a LUTA contra homofobia e à favor dos direitos GLBT

Publicado em 25 de abril de 2011, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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