Só a educação liberta


Marcela Vivi (nome fictício) era um menino que se sentia e agia como uma menina e por isso se assumiu como gay e, depois, travesti. Na Escola Estadual Luís Antônio, no bairro de Candelária, Zona Sul de Natal, onde Marcela Vivi estudava, ela disse que sofria tanta discriminação, principalmente na hora que ia ao banheiro, que chegou a apanhar dos colegas e a direção da escola teve que reservar um banheiro somente para os homossexuais.

Já Iakelvis Lamonier, 18 anos, é um rapaz tímido, calado, mas desde que descobriu sua homossexualidade, se assumiu, pagando um alto preço por causa disso. Quando era aluno da Escola Estadual Dinarte Mariz, no bairro de Mãe Luísa, Zona Leste de Natal,  sofreu uma forte discriminação dos próprios colegas de sala, a ponto de a direção da escola ir lhe deixar em casa após as aulas durante um bom tempo.

No meio de uma aula, o professor se recusou a entregar um exemplar de um livro a um aluno que reclamou o fato de somente ele não ter recebido. A resposta do professor foi enfática: “As bichinhas não precisam de livro“, completando em seguida: “Tá com raiva? Vamos decidir lá fora”. Resultado: o aluno de 17 anos chegou primeiro lá fora e atirou uma pedra no parabrisa do carro do professor e nunca mais apareceu na escola”.

Os três episódios narrados mostram o quanto a rede educacional brasileira se ressente da falta de preparo para lidar com a homossexualidade e com toda carga de preconceito que a situação acarreta dentro da escola. Agressões verbais e físicas, ameaças e bulling são apenas alguns sinais da rotina de discriminação que sofrem os adolescentes homossexuais por parte dos colegas de sala de aula e até de professores. Mas os três casos trazem outro fato em comum: eles não suportaram a carga de discriminação e abandonaram a escola, o que leva à exclusão do mercado de trabalho.

A diversidade sexual  não esta sendo trabalhadas adequadamente através de políticas públicas dentro da escola brasileira. Sem uma estrutura de psicopedagos e psicólogos, as escolas públicas são as que mais sofrem com a situação. Apesar de muitas vezes oferecerem algum apoio ao aluno agredido através do bullying ou simplesmente pelo preconceito , os estabelecimentos não tomam atitudes severas contra os agressores e não trabalham a permanência na escola do aluno agredido.

A escola tem sido o primeiro lugar onde os homossexuais mais sofrem preconceito (fato!) E não é só. Pesquisas feitas pela Unesco em 2006 ilustram a gravidade do preconceito nas escolas: uma delas, entre os alunos, descobriu que 40% dos meninos brasileiros não querem um colega homossexual sentado na carteira ao lado; outra, com professores, mostrou que 60% deles consideram “inadmissível” que uma pessoa mantenha relações com gente do mesmo sexo.

fonte: DN

Sobre STOP HOMOFOBIA

promovendo a LUTA contra homofobia e à favor dos direitos GLBT

Publicado em 11 de abril de 2011, em Duvidas e GayHelp. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. >Ola anonimo,que erro! passou despercebido.obrigada pela observação,ja foi arrumado.vou ficar mais atento nas proximas postagens!

  2. >Olá,Gostaria apenas de questionar uma coisa: "assumiu sua escolha"??? Outro dia li uma nota de vc's onde dizia exatamente o contrário sobre a orientação sexual do indivíduo não ser uma escolha…Acredito que seria interessante não se contradizer em algo tão sério. O outro texto compartilhei, mas esse não posso por dizer que alguém assumiu sua escolha…Obrigada,

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