>Transexual impedida de entrar em casa sertaneja de Curitiba


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A cabeleireira transexual Thalia Vasconcellos, 27 anos, e outras três amigas que trabalham no mesmo salão, foram até a casa Rancho Brasil, no bairro do Guabirutuba, em Curitiba, no último sábado, mas não entraram na casa. Ainda fora da fila, a transexual foi abordada por um segurança que pediu sua identidade. Apesar de dizer que mostraria o documento na entrada, o segurança insistiu que o mesmo fosse fornecido naquele instante e ao ver que constava “sexo masculino”, informou que ela não poderia entrar no estabelecimento que é referência no estilo Country. Constrangida, ela solicitou a presença do gerente que informou que a casa não possuía banheiro especial e que por confusões anteriores, não poderiam liberar a entrada.


Então, as quatro amigas ligaram para o 190, serviço de emergência da polícia militar, solicitando uma viatura. O pedido foi imediatamente negado, sendo informado que a presença da viatura causaria tumulto no local. As quatro cabeleireiras se dirigiram ao 8º. Distrito Policial, no bairro Portão, onde mais uma vez tiveram o registro da ocorrência ignorado.  Desta vez, sob alegação de que nada poderia ser feito pois não houve crime; E de que deveriam procurar um advogado para entrar na Justiça no âmbito civil, pois na área criminal não era possível enquadrar a atitude do estabelecimento. Segundo o delegado Dr. Geraldo Celezinski, que estava de plantão na unidade, não havia enquadramento legal no Código Penal para se gerar um Boletim de Ocorrência ou Termo Circunstanciado, informou ela para o site Lado A. Ao seu ver, no âmbito privado, o estabelecimento tem o direito de negar ou permitir a entrada de quem desejar. Como não houve ameaça ou coação, não foi possível enquadrar a proibição como crime.


Segundo o gerente do Rancho Brasil, Rogério, o público da casa é conservador e há até um abaixo-assinado com 92 pessoas pedindo para que o banheiro feminino não seja utilizado por travestis. Rogério deixa claro que a casa não proíbe a entrada de transexuais e travestis, mas que além do problema que a presença delas causa com os freqüentadores da casa. Há registros de brigas e atos obscenos praticados por elas, inclusive no banheiro feminino, onde a fila é grande, e travestis usaram a pia para urinar. Por uma questão de segurança, travestis e transexuais que não possuem o registro de nome e sexo “feminino” na identidade não podem entrar na casa, com exceção dos dias de festa a fantasia. Para a casa, que registra seus clientes, uma pessoa travestida pode até gerar uma questão de segurança ao ter no registro uma foto feminina com um nome masculino.


Thalia, que trabalha em um dos salões mais chiques da cidade, filial de uma rede internacional, disse que vai processar o estabelecimento e que nunca passou por tal situação. Para ela, isso só aconteceu pois era uma casa longe do Centro, onde as pessoas tem a mente mais aberta. “Se fosse na Woods, não teria problema”, disse. Thalia ressalta que em todo momento se comportou de maneira exemplar e que a proibição foi claramente por preconceito. 

fonte :lado a 

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Publicado em 23 de março de 2011, em Noticias. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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