Símbolos e seus significados na cultura LGBT


Triângulo Rosa e Negro
Um dos símbolos mais antigos é o triângulo rosa, que foi originalmente utilizado nos campos de concentração nazi para identificar os prisioneiros homossexuais. Aqueles que fossem judeus e homossexuais (considerados o pior nível de prisioneiros) deviam levar um triângulo rosa com outro de cor amarela. Em ambos os casos, deviam usar esta insígnia sobre o peito, cosido na sua roupa. Estima-se que cerca de 220.000 gays e lésbicas morreram junto aos seis milhões de judeus que os nazi exterminaram nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.

Por esta razão, a partir de 1970 o triângulo rosa utilizou-se tanto como um símbolo identificativo para recordar as atrocidades sofridas pela comunidade homossexual durante a perseguição nazi, como para representar a união da cultura homossexual.

Os nazis associaram a “mulheres indesejáveis” ou “anti-sociais” incluindo às lésbicas, um triângulo negro invertido. Algumas lésbicas hoje em dia utilizam este símbolo como representação daquele massacre, de igual forma ao que os homens homossexuais (gays) fazem com o triângulo rosa.


Bandeira LGBT

Gilbert Baker desenhou a bandeira LGBT em 1978 para a Marcha de Celebração da Liberdade Homossexual em San Francisco (San Francisco Gay Freedom Day Parade). O autor inspirou-se em várias fontes como o movimento hippie e o Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos. As cores mostram-se em linhas horizontais e representam a diversidade da comunidade LGBT ao redor do mundo.

O significado das cores da bandeira original segundo Baker simboliza os diferentes aspectos de vida LGBT (confira neste post aqui). 


Lambda

Escolhido pela New York Gay Activist Alliance em 1970 como símbolo do movimento LGBT (Lésbica, Gay, Bissexual e Transgênero), o Lambda é a letra grega que equivale ao “L”. Uma bandeira de guerra com Lambda foi desfraldada por um pelotão de guerreiros gregos mais velhos que eram acompanhados na batalha pelos seus jovens amantes, demonstrando a sua impetuosidade e o desejo de lutar até a morte.

Este símbolo também foi escolhido pelo Congresso Internacional de Direitos Gays que aconteceu em Edimburgo, Escócia em 1974. A letra lambda em física, representa a longitude de onda associada com a energia, portanto utiliza-se para simbolizar a energia do Movimento de Direitos Homossexuais. Diz-se também que significa a união na opressão.



Anéis da Liberdade

São seis anéis de alumínio desenhados por David Spada, a cada um com as cores da bandeira LGBT. Simbolizam a independência e tolerância. Utilizam-se geralmente em colares, porta-chaves e afins. Recentemente incluiu-se uma alternativa aos anéis, utilizando triângulos no seu lugar, sendo que o seu significado se mantém.

Este símbolo atualmente utiliza-se para representar o movimento lésbico e feminista, a sua força e independência.

Símbolos de gênero

Existentes desde a Roma antiga, a cruz do símbolo de Vênus representa o feminino e a seta de Marte o masculino. Os pares de símbolos de gênero são usados como símbolos identificativos de homossexuais masculinos e femininos respectivamente. Variações destes símbolos podem-se encontrar tanto para a bissexualidade como para a transexualidade.

Símbolos da bissexualidade

Os triângulos bissexuais foram criados em 1978 por Liz Nania. Representam a bissexualidade e o orgulho bissexual. A origem exata deste símbolo é ambígua. Uma possibilidade é a de que a cor rosa representa a homossexualidade enquanto o azul representa heterossexualidade. Juntos formam a cor roxa, uma mistura de ambas as orientações sexuais. Outra explicação é que a cor rosa representa a atração para as mulheres e o azul a atração para os homens, designando assim a cor roxa, a atração para ambos.

Em 1998, Michael Page desenhou uma bandeira do orgulho bissexual para representar a dita comunidade. Esta bandeira retangular consiste em uma faixa cor rosa/lilás em cima representando a atração do mesmo sexo; uma faixa azul em baixo, representando a atração ao sexo oposto e uma faixa mais estreita no centro, de cor roxa, representando a atração a ambos os sexos.

As luas bissexuais foram criadas para evitar o uso dos triângulos que possuem um passado diretamente associado ao nazismo, como mencionado anteriormente.



Símbolos transgênero

Os símbolos utilizados para identificar pessoas transexuais frequentemente consistem numa modificação do símbolo biológico dos sexos, pertencendo à autoria a Holly Boswell. Para além da seta apontando para o extremo superior direito que representa ao homem (símbolo astrológico de Marte), adiciona-se a cruz na parte inferior do círculo representando o símbolo feminino (do símbolo astrológico de Vênus), e ainda uma terceira mista. Incorporam assim ambos os aspectos, tantos masculinos como femininos.

Outro símbolo transgênero é a bandeira do orgulho transgênero, desenhada por Monica Helms e apresentada pela primeira vez em sociedade na Marcha do orgulho LGBT em Phoenix – Arizona, no ano 2000. A bandeira representa a comunidade transgênero e consiste de cinco faixas horizontais: duas de cor celeste, duas rosa/lilás e uma branca no centro. A sua autora descreveu o significado da seguinte maneira:

“A banda celeste representa a cor tradicional para vestir aos bebês varões e o rosa para as meninas. A branca no centro é para quem se encontra nessa transição, ou aqueles que desejam manterem-se neutros entre um gênero e outro ou ainda aqueles que mantêm ambos os sexos. A maneira como está desenhada permite que independentemente de como esteja posicionada, sempre será correta. Isto nos simboliza a nós mesmos, tratando de encontrar o lado correto nas nossas próprias vidas.”

Outros símbolos transgêneros incluem a borboleta (simbolizando a transformação e a metamorfose) e um Ying Yang (símbolo do equilíbrio) cor rosa e celeste.

Mano Púrpura

Em uma noite de Halloween , o 31 de outubro de 1969 , sessenta membros da Frente de Libertação Homossexual (Gay Liberation Front, GLF) e a Sociedade pelos Direitos Individuais (Society for Individual Rights, SIR) marcharam em protesto para o jornal San Francisco Examiner em resposta a uma série de artigos com comentários despectivos para a comunidade LGBT nos bares e clubes gayão Homossexual (Gay Liberation Front, GLF) e a Sociedade pelos Direitos Individuais (Society for Individual Rights, SIR) marcharam em protesto para o jornal San Francisco Examiner em resposta a uma série de artigos com comentários despectivos para a comunidade LGBT nos bares e clubes gay de San Francisco. O “protesto pacífico” na contramão da política editorial homofóbica resultou tumultuosa e foi chamada posteriormente como “Na sexta-feira da mano púrpura” e “Sexta-feira sangrenta da mano púrpura”.

Algumas pessoas reportaram que um balde com tinta foi arrojado desde o teto do edifício. Os protestantes “utilizaram a tinta para escrever “Gay Power” (Poder Homossexual) e outros slogans nas paredes do edifício e estamparon suas mãos cor púrpura sobre toda a área central de San Francisco, o que resultou uma das demonstrações mais visíveis do movimento gay no momento.

Labrys

O labrys ou machado de dupla folha, foi um símbolo utilizado pela antiga civilização minoica (às vezes associado com o poder matriarcal) e nas lendas da Grécia antiga foi utilizado por Amazonas escitas. Também se associa com a deusa grega Demetria (Ceres, na mitología romana) e ocasionalmente a deusa grega Artemis (Diana na mitología romana). A religião da civilização minoica centrava-se no poder de uma deusa que se mostrava com o torso nu. Acha-se que foi a protetora das mulheres naquele tempo, e esta deusa se representa com serpentes estendendo desde suas mãos, símbolo da fertilidade e a agricultura, e rodeada por devotas com machados de dupla folha, as quais eram utilizadas para lavrar a terra.
Este símbolo atualmente utiliza-se para representar ao movimento lésbico e feminista por sua força e independência.

Mercúrio

O signo astrológico de Mercúrio tornou-se um símbolo tradicional dos travestis.

Na mitologia grega Hermes (a versão grega de Mercúrio) e Afrodite (a deusa do Amor) tiveram um nenê chamado Hermaphroditus. A criança possuía tanto os orgãos masculinos quanto os femininos. Esta é a origem do termo moderno “hermafrodita”.

Além disso, alguns rituais associados à adoração de Afrodite acreditavam-se ter envolvimento com castração, travestismo e homossexualidade.

Este símbolo em si denota o masculino – a lua crescente em cima -, o feminino – a cruz embaixo – com o anel representando o individual e equilibrando os dois. 

Calamus

Planta atribuida por Walt Whitman como símbolo do amor homoerótico.

LADSLOVE

Planta utilizada pelos poetas do séc.XIX como símbolo da homossexualidade.

Verde

Tanto na Roma Antiga quanto na Inglaterra do séc.XIX, a cor verde normalmente era associada a homossexualidade.

Lebre, hiena, doninha

Três animais associados à homossexualidade masculina, supostamente devido à uma epístola do séc.I de Barnabus.

Phoenix

Uma sugestão de Robin Tyler, já que a Phoenix, um pássaro mitológico, queimava e se levantava de suas cinzas mais glorioso a cada cinco séculos.

Gravata vermelha

Um acessório de moda utilizado por alguns homens, no início do séc.XX, como um sinal para que outros soubessem que eles também eram gays.

Anel rosa

Mais um artigo de moda muito utilizado durante os anos 50, 60 e início dos 70. Alguns acreditavam em raízes primitivas e místicas já que o dedo mindinho representa a espiritualidade.

Rinoceronte

Ativistas de Boston decidiram iniciar um campanha na imprensa para cimentar um símbolo para o movimento gay. O rinoceronte foi escolhido por ser um animal mal compreendido, super-dócil e inteligente.

Sobre STOP HOMOFOBIA

promovendo a LUTA contra homofobia e à favor dos direitos GLBT

Publicado em 11 de abril de 2011, em Duvidas e GayHelp. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. veja a novela digital que fala de pessoas sem genero… http://meunomeeken.blogspot.com
    Se gostar, por favor, divulgue

  2. >Bacanérrimo seu blog, amigo!!!!Avante com a causa e com a luta pelos direitos de todos! Espero que um dia vivamos baixo os mesmos direitos e olhares e que a sociedade deixe de ser tao hipócrita!É um caminho longo, afinal, o preconceito faz parte da ignorancia, e a ignorancia, anda solta em toda esfera global (é uma peste!!!)Beijao grande!

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